quinta-feira, 12 de setembro de 2013

[REVIEW] Guerra da Trindade

       "... Pandora estendeu a mão imediatamente para o seu presente. Não podendo mais conter o seu desejo, ergueu a tampa numa volúpia insana de curiosidade que lhe pôs na espinha um arrepio gelado."
       Eis que então a DC Comics lança a sua primeira grande saga/crossover pós o grande reboot ocorrido na editora, o famoso e polêmico ~Novos 52~, a editora que vem planejando essa história praticamente na mesma época que lançou as primeiras revistas pós-reboot, essa então mostraria um grande embate entre os heróis e explicaria quem é a estranha mulher chamada Pandora, que apareceu em Flashpoint (última história antes do reboot) e em histórias do novo universo. 

Pandora, a misteriosa mulher, que será o estopim da grande guerra.
      Geoff Johns, fodão diretor criativo da DC, arquitetou e escreveu toda essa saga, junto com Jeff Lemire, que envolve as três Ligas da Justiça (Liga da Justiça, Liga da Justiça da América e Liga da Justiça Sombria), a história começa quando Pandora, há milhares de anos atrás, abre a caixa de Pandora e libera todos os pecados sobre a Terra, ela então é culpada e sentenciada a vagar pelo mundo por toda a eternidade, esses pecados acabam então corrompendo a humanidade, tirando a pureza e bondade que havia nos seres humanos. Ela então para acabar com a sua maldição, depois de anos de imortalidade, decide encontrar o mais puro de coração ou o mais perverso, para reabrir a caixa e aprisionar a maldade que assola a Terra, em paralelo a isso está ocorrendo um embate entre as Ligas, já que o Superman acabou de matar um inocente, deixando as pessoas, o governo e até mesmo os heróis com medo do que essa morte pode significar. Mas será mesmo que o Superman é capaz de matar alguém a sangue frio? E o que tem a caixa de Pandora a ver com tudo isso?

O grande embate entre as três Ligas, será que a DC acertou fazer um confronto como esse?

       A DC comics nessa era Novos 52, tomou atitudes um tanto diferente do que possuía antes do reboot e  a que a concorrente, uma delas foi não criar grandes sagas e crossovers entre suas revistas, mas então a editora é uma hipócrita do car@#$%, já que acabaram de publicar um grande saga/crossover? Sim e não. A editora não aboliu integralmente essa proposta de revistas, ela então decidiu realizar com menos frequência esse tipo de proposta e de uma maneira coesa, simples e organizada (o que não ocorre na concorrência atualmente), a Guerra da Trindade, foi uma saga proposta dentro das próprias revistas mensais das Ligas, ou seja, sem envolver todas as revistas publicadas e uma minissérie separada, o que deixou a história fluida, direta e simples. Outra grande acerto da editora foi a preparação dessa saga, que foi feita de forma premeditada, isto é, a organização e intenção desse crossover já vinha sendo trabalha durantes meses na publicações mensais até o estopim na edição 23 de Liga da Justiça. Sendo direta e fluída, a historia torna-se dinâmica e rápida (o que é uma pena), não cansando o leitores com infintos diálogos e balões de pensamento, a história é intensa e enigmática até o ultimo segundo. Os desenhos feitos Mikel Janin e Doug Mahnke estão ótimos e super bem coloridos, porém tenho que ressaltar o FODÍSSIMO trabalho feito pelo brasileiro Ivan Reis, que está em seu auge como desenhista.
       A história acaba com o cliffhanger incrível, ele então gera o estopim para o Mês dos Vilões, proposto pela editora no início do ano e também a minissérie Forever Evil, que concluíra a Guerra da Trindade e as repercussões dessa saga/crossover.

"O Mal é Relativo"
   
       E Guerra da Trindade merece nada mais, nada menos que 9,2/10  ~Heróis Caindo na Porrada~.




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[Review] Os Livros da Magia - Neil Gaiman

      Panini relançou esses dias em formato de luxo (capa dura, cheirin bom, umas 3 páginas de esboços e etc) 'Os Livros da Magia', originalmente uma minissérie em 4 edições, publicada em 1990 pela DC - Vertigo. Com roteiro de Neil Gaiman e arte de John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson, a trama é basicamente a de um garoto, chamado Tim Hunter, que tem o potencial de ser o maior mago de seu tempo (sem pressão, né), ele acaba sendo abordado por 4 personagens da porção mística do universo DC com a intenção de guiá-lo e mostrar o que diabos é a magia e a partir daí o menino pode tomar sua decisão de aceitar ou não essa magia dentro de si. São 4 edições para cada mago que embarcam em viagens transcendentais com o rapaz, mostrando a ele desde as terras das fadas até o fim do universo. E o elenco não deixa a desejar, já que a ideia da HQ surgiu da proposta que a DC jogasse uma luz nos personagens místicos. Sendo assim, temos como guia: Estranho, Mister Io, Dr. Oculto e por último e não menos importante o JOHN MOTHAFUCKA CONSTANTINE, que acaba roubando a cena algumas vezes.

Da esquerda para a direita! Constantine, Dr Oculto, Mister Io e  Estranho! juntos eles são ooooooooooooo Quarteto Fantástico Místico!!!

      Tim adentra nessas viagens com uma visão inocente das forças que estão em ação, absorvendo tudo que é possível em momentos intensos de contemplação do desconhecido que é magistralmente bem expressado pelas arte das edições, mostrando serenidade inicialmente com o Estranho pelo desenho de John Bolton e acabando em Caos com Mister Io nos traços de Paul Johnson. Com Constantine, na sua viagem pela América (and by America I mean USA), fica mais a responsabilidade de integrar outros heróis mágicos na história, como o Senhor Destino, Zatanna ou Espectro, podendo haver momentos em que o leitor não pegue uma referência aqui ou outra ali, porém não prejudica no entendimento ou no nível de entretenimento obtido com a trama. Neil Gaiman também adiciona personagens vindos de folclores e mitos como o Merlin ou Baba Yaga. O tom da HQ varia entre momentos bem humorados, com piadas do Constantine, situações engraçadas com animais falantes e em partes mais sóbrias e densas como a preocupação do rapaz com seu pai ou também o seu sentimento de isolamento durante a jornada. De qualquer forma a sensação de um perigo iminente não se dissipa, deixando o leitor ávido pelas próximas páginas. A ultima parte da história é bem mais agressiva e interessante, porém carrega um final meio que previsível, não chega a ser ruim porém estava esperando algo diferente.


Então... Os Livros da Magia é uma boa história e leva 8.9/10 ~Iôiô's Coruja~.







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

We're going on an adventure

      Qual a melhor forma de começar um blog se não com uma frase do Hobbit + uma jpeg. do Badass Cumberbatch! (mesmo tendo nada a ver com quadrinhos...) but you get the point, né tchê?! De qualquer forma, espere encontrar altas reviews sobre novos lançamentos no mundo das HQs e também de sagas e graphic novels já velhinhas, até por que panela velha é que faz comida boa toda historia em quadrinhos tem o seu valor ;)